05/01/2013

Comentário sobre As Vantagens de Ser Invisível



Finalmente assisti As Vantagens de Ser Invisível, tão aclamado pelo público (e pela crítica). Confesso que estava com uma preguiça horrível de assistir, porém, assisti. E sinceramente, queria ter tido a decência de ver esse filme maravilhoso no cinema.
As Vantagens de ser Invisível, dirigido por Stephen Chbosky (uma adaptação de seu próprio livro de mesmo nome, lançado em 1999). O drama, que se passa em Pittsburgh, conta a trajetória pelo primeiro ano do Ensino Médio de um adolescente de quinze anos chamado Charlie (Logan Lerman). Um jovem depressivo, introspectivo e com tendências suicidas, abalado pelo suicídio de seu único e melhor amigo e pela morte da sua tia em um acidente trágico, que conhece Patrick (Ezra Miller) e Sam (Emma Watson), dois veteranos da escola que o aceitam como amigo.

Geralmente, filmes com essa fórmula costumam ser clichês (como aquelas historinhas cara-rico-menina-pobre-que-se-apaixonam), comuns e às vezes até idiotas. Porém, As Vantagens de ser Invisível é uma exceção à "regra". Seu roteiro e seu jeito indie são um misto de diversão, inteligência e emoções, tanto boas como ruins, o que torna a obra genial.

Primeiramente, é importante ressaltar que a presença do autor do livro como diretor e produtor executivo do filme foi um fator decisivo no aprofundamento dos personagens, que por sua vez são extremamente interessantes, além de ter tornado a obra extremamente pessoal, como é possível notar pela narrativa sensível e emocional.

Logan Lerman (o Percy Jackson) interpretou Charlie e o fez de um modo muito convincente, retratando realmente um personagem, e narrador, que está em uma situação emocional crítica e precisa sair dela. Ezra Miller (de Precisamos Falar Sobre o Kevin) interpretou Patrick e conseguiu passar com certa clareza que seu personagem era alegre externamente, porém sempre triste internamente por "n" motivos. Para finalizar, a querida Emma Watson (de Harry Potter, mas é claro que você já sabe) sendo a Sam. Linda, impressionante, natural, com uma presença intensa. Uma ótima atriz que não ficou presa ao seu papel mais famoso e conseguiu um sotaque americano tão perfeito que nem os americanos conseguem ter.

Além do trio de atores principais, temos a Mae Whitman, Melanie Lynskey, Nina Dobrev, Paul Rudd, Dylan McDermott, Kate Walsh e outros coadjuvantes.

A fotografia do filme, dirigida por Andrew Dunn, e a trilha sonora score, composta por Michael Brook, são honráveis. Mas o que mais chama atenção e é motivo para bater palmas de pé, é a outra parte da trilha sonora, a seleção de músicas cheia de rock alternativo, indie, post e new wave. Bandas como The Smiths, Sonic Youth, David Bowie, Cracker, The Innocence Mission, New Order, entre outras.

As Vantagens de Ser Invisível tem um final surpreendente e que mostra a essência dos personagens aos espectadores. Não importa se você é criança, adolescente, adulto, velho, homem ou mulher. Provavelmente todos conseguem se encaixar e se identificar com alguma situação. Duro e sensível ao mesmo tempo, esse é o tipo de filme que você torce pra que todas as pessoas que você conhece amem também.

Essa cena final é linda demais (não assista o vídeo se você não tiver visto o filme, caso contrário, isso acabará com a sua vida):


We are infinite.
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