09/09/2015

Over The Garden Wall: uma aventura sobre dois garotos, um pássaro azul e George Washington



Over The Garden Wall ou O Segredo Além do Jardim é uma minissérie americana de televisão criada por Patrick McHale (carinha do Flap Jack e Adventure Time, exatamente) para o Cartoon Network. A série é baseada na curta-metragem de animação, Tome of the Unknown de McHale. O programa foi a primeira minissérie do canal, que iniciou a sua produção em março de 2014. Estreou nos Estados Unidos em 3 de novembro de 2014 e aqui no Brasil em 6 de julho de 2015 no Cartoon Network.

Confira o trailer (em inglês) aqui:


A série acompanha dois irmãos chamados Wirt e Greg que se perdem no desconhecido (ou The Unknown): uma estranha floresta flutuando no tempo. Com a ajuda de um lenhador obscuro e de um azulão fêmea esquentado chamado Beatrice, eles percorrerão essa terra nebulosa enfrentando perigos como The Beast, na esperança de encontrar o caminho de volta para casa. Wirt é o irmão mais velho, responsável, preocupado e introvertido, já Greg, o irmão mais novo, é totalmente brincalhão e despreocupado. Greg carrega um sapo cantor que não tem um nome definido (já foi até George Washington!).


São apenas dez episódios e cada um deles possui cerca de onze minutos de duração e vale muito a pena assistir. Com uma trilha sonora impecável e memorável, a série é cheia de detalhes e curiosidades ocultas que vão prender a sua atenção e desenrolar a história de um jeito muito creepy e criativo. É o tipo de minissérie que não se assiste só uma vez.

Você pode conferir os episódios no fansub Noitosfera clicando aqui.

31/07/2015

A fantasia criada pelo Studio Ghibli

Há alguns anos, eu como pessoa muito fã de animação, estava à toa na vida e decidi procurar filmes de animação que pudessem me inspirar, me dar bons sentimentos e trazer aquilo que tem de melhor nas histórias de fantasia. O Studio Ghibli me mostrou tudo isso.


Ao utilizar-se da forma de animes para compor seus filmes, o Studio Ghibli é um misto de emoções e sentimentos que são elementos muito fortes em seus trabalhos, provocando muitas vezes não só o deslumbramento de quem assiste mas também muitas vezes trazendo reflexões sobre diversos assuntos que não são tão infantis assim.

Fundado em 1985 por Hayao Miyazaki em parceria com Isao Takahaka, Toshio Suzuki e Yasuyoshi Tokuma, o Studio Ghibli é sediado em Koganei (distrito de Tóquio) e já produziu cerca de 22 filmes de animação. O primeiro filme a ser lançado oficialmente pelo estúdio foi O Castelo no Céu em 1986 e conta a história de uma garota e um garoto que embarcam numa aventura em busca de um castelo flutuante.


O nome "Ghibli" deriva do árabe para "vento mediterrâneo" que faz jus à ideologia do Studio que fala sobre soprar novos ventos para a indústria dos animes e para a cabeça das pessoas.

Seus filmes possuem uma estética bem característica, do tipo que você assiste sem saber que é do Studio e mesmo assim identifica que foram eles que desenvolveram, tornando-se assim uma grande referência para artistas/designers e pessoas apaixonadas por ilustração e animação.

Alguns filmes do Studio Ghibli

Então, já que estamos conversando sobre filmes, nada mais justo do que fazer uma listinha com algumas dicas de filmes para quem quer conhecer os trabalhos do Studio.

1) Meu Vizinho Totoro (Tonari no Totoro, 1988)


Mei é uma jovem que encontra uma pequena passagem em seu quintal, que a leva à um lendário espírito da floresta conhecido como Totoro. Sua mãe está no hospital, e seu pai divide o tempo entre dar aulas na faculdade e cuidar de sua mulher doente. Quando Mei tenta visitar a mãe por conta própria, se perde na floresta, e só o grande e fofo Totoro pode ajudar a menina a achar o caminho de volta para casa. (Fonte: Studio Ghibli Brasil)

2) Túmulo dos Vagalumes (Hotaru no Haka, 1988)


Uma trágica história sobre dois irmãos - Setsuko e Seita - que vivem no Japão durante a época da guerra que, após tornarem-se órfãos por causa do conflito (sua mãe morreu e seu pai está desaparecido), vão parar na casa de parentes. As coisas pioram quando acabam tendo que ir viver em um abrigo no meio do mato. Quando Setsuko, a irmãzinha caçula, adoece gravemente, seu irmão deve se virar para conseguir ajuda para a menina, mas os tempos são difíceis e mesmo um pouco de comida pode ser difícil encontrar. (Fonte: Filmow)

3) O Serviço de Entregas da Kiki (Majo no Takkyubin, 1989)


Kiki é uma jovem bruxa em treinamento, que acabou de completar treze anos. De acordo com a tradição, todas as bruxas com essa idade devem deixar suas casas, para aprender a viver por conta própria. Kiki, junto com seu gato Jiji, voa para longe para viver na cidade de Korico. Depois de chegar lá, tem de arrumar emprego e aprender o verdadeiro significado de sua nova vida, principalmente depois que perdeu o poder de voar. (Fonte: Filmow)

4) A Viagem de Chihiro (Sen to Chihiro no Kamikakushi, 2001 no Japão e 2003 no Brasil)


Chihiro é uma garota mimada e voluntariosa, que sê ve numa situação infeliz quando seus pais anunciam a mudança para uma cidade do interior, obrigando-a a abandonar seus amigos e a escola que tanto gostava. Durante a viagem, eles se perdem, e vão parar em outro mundo, o mundo dos deuses. Chihiro agora deverá amadurecer, se quiser salvar seus pais e voltar a ver seu mundo. (Fonte: Studio Ghibli Brasil)

5) O Conto da Princesa Kaguya (Kaguya Hime no Monogatari, 2013)


O filme é uma adaptação da lenda japonesa do “Conto do Cortador de Bambú” e o slogan do filme traz a frase “Crime e Punição da Princesa”. A aposta é o que o filme resumirá a obra de Takahata, já com 77 anos, e cujo filme O Túmulo dos Vagalumes é ainda hoje um dos maiores sucessos japoneses ao redor do mundo. (Fonte: Studio Ghibli Brasil)

6) When Marnie Was There (Omoide no Marnie, 2014)


O filme é baseado no romance para crianças e jovens When Marnie Was There do escritor inglês Joan G. Robinson de 1967. Conta a história de Anna, uma jovem filha adotiva que é mandada para uma casa no campo em Norfolk durante o verão. Ela logo encontra uma garota chamada Marnie e, através de suas muitas conversas, começa a aprender mais sobre o passado intrigante da menina. (Fonte: Studio Ghibli Brasil)

Existem muitos filmes além destes citados e de igual qualidade, você pode conferir (e eu indico que confira mesmo) a filmografia completa aqui.

Para quem se interessar mais e estiver disposto a viajar pra sentir na pele o clima do estúdio, existe o Museu Studio Ghibli, um museu localizado em Mitaka no Japão e inaugurado oficialmente em 2001. Conta com exposições permanentes, sala para exbição de animações, lojinha, um café e muito mais atrações. As entradas podem ser adquiridas tanto na loja de conveniência Lawson no Japão quanto em agências de viagem. Aqui está o site oficial do museu e você pode acessá-lo em Inglês e Japonês.

28/07/2015

Um breve guia sobre piercings

Quem me segue nas redes sociais sabe que recentemente coloquei um piercing no septo e que ainda tô acostumando, mas é muito fofiiiiinho.



Origem

Apesar de ser moda na sociedade contemporânea, o hábito de decorar o corpo com piercings não é nada novo, nossos ancestrais já o faziam há cerca de 5000 anos atrás, com função de exprimir indivualidade, fazer parte de um rito e até mesmo designar o status de algum indivíduo.

Quero colocar um piercing mas não sei onde, me ajuda?

Existem vários tipos de piercing em vááááários cantos do corpo, como por exemplo no nariz (septo, nostril), na boca (labret, smile, língua), no rosto em geral (bochecha, monroe, sobrancelha), orelha (tragus, lóbulo), umbigo, mamilo e por aí vai, são muitos lugares.



Primeiramente, procure um lugar do seu corpo que você se sentiria bem colocando um piercing, até porque ninguém quer passar dor à toa, né? Cada tipo de piercing necessita de cuidados específicos e por isso você precisa conhecer seus processos corporais e o local desejado para a aplicação.

Também há a opção de testar piercings de pressão para ter uma ideia de como vai ficar.



Ei, já decidi qual piercing quero colocar, e agora?

Procure um especialista em body modification que seja do seu agrado e confiança, dê uma olhada nos trabalhos dele, se possível, converse com pessoas que já frequentaram o estúdio e com o próprio especialista, verifique se ele usa agulhas novinhas pra furar os clientes (e luvas também).

Se você tem menos que 18 anos, lembre-se de pedir autorização aos seus pais ou até pedir que eles acompanhem a aplicação.

E dói?

A dor varia de pessoa para pessoa, de local do corpo para local do corpo. Eu por exemplo, senti bastante dor quando furei o septo e uma dorzinha mediana quando furei a orelha, mas muitas pessoas relatam não terem sentido nenhuma dor, só um desconforto.

Que cuidados eu tenho que ter com o piercing?

Com o piercing recém-colocado, você deve lavar o local delicadamente com água morna e sabão neutro ou antisséptico pelo menos duas~três vezes ao dia e evite mexer nele com a mão suja. Use algum tipo de spray antisséptico pra ajudar na assepsia. Regule sua alimentação para acelerar o processo de cicatrização e não troque o piercing até ter certeza de que está cicatrizado.

O tempo de cicatrização é variado e envolve tanto quanto o local do corpo com o piercing, quanto com o seus processos corporais e sua alimentação, mas dá pra ter uma estimativa aqui

E aí? Vai colocar? Já tem? Conta pra mim sua experiência.

07/05/2013

Comentário (sincero) sobre Homem de Ferro 3

Sim, eu vi Iron Man 3 na estreia e estava esse tempo todo criando coragem pra fazer um post e levar tapas das pessoas em geral.
Homem de Ferro 3, dirigido por Shane Black, com roteiro de Drew Pearce e do próprio Shane Black, tem como protagonista Robert Downey Jr. no papel de Tony Stark, o gênio, bilionário, playboy, filantropo e queridinho da América, e está diretamente relacionado com a fragilidade e as angústias do personagem principal (que são colocadas à prova), quando Tony enfrenta um de seus piores inimigos, o Mandarim, interpretado por Ben Kingsley.



A "maldição das trilogias" assombra de modo assustador a indústria dos filmes de super-heróis e não foi diferente com Homem de Ferro. Junto com essa busca pelas trilogias campeãs de bilheteria, vêm os clichês que sempre estão presentes nos roteiros. Causos como a constante busca pelo caráter mais individual e humano do personagem e a ausência temporária de seus superpoderes são muito comuns nos filmes.

Baseada no arco Extremis (elogiado/famoso pra caramba, inclusive) que foi publicado na HQ em 2005. Esse arco dá aos leitores a ideia de uma coexistência ideal na relação homem/máquina (e até é bem refletido na tentativa de criar um momento de análise pessoal promovida pelo roteiro).


Não era esperado pouco. E de tanta expectativa, acabou decepcionando, pois era esperado um filme denso e realmente emocionante, mas foi entregue um filme com uma trama fraca e um roteiro bobo e raso. Não é um filme ruim/nojento/do tipo que se joga no lixo, mas decepcionou. Decepcionou os fãs do quadrinho, que provavelmente encararam como um disperdício a falta de exploração de um ótimo arco do Homem de Ferro e principalmente aqueles que foram ao cinema com o propósito de ver um filme do Homem de Ferro, existe um ponto que o espectador para e pensa "sim... legal... Tony Stark... agora cadê o Iron Man?".

O roteiro é falho tanto na introdução da "tecnologia Extremis" quanto na composição do vilão. Vilão esse que é a maior decepção de um filme cheio de decepções, e esse é um spoiler necessário, na verdade esse é o tipo de spoiler amigo, que te previne de semanas de depressão por causa de um filme.


O filme merece reconhecimento pela atuação talentosa e o carisma comum do Johnny Depp Robert Downey Jr., porém, nota-se que os trejeitos do Tony Stark foram usados de maneira descenessária com piadinhas características, além de deixar o enredo com pouca sustentação para ser mais envolvente, mais profundo, mesma sensação proporcionada pelas cenas de Tony em Os Vingadores.

Os efeitos visuais são fantásticos e após os créditos finais (finais mesmo), existem cenas extras que não têm muita relação com o filme, mas tudo bem.

05/01/2013

Comentário sobre As Vantagens de Ser Invisível



Finalmente assisti As Vantagens de Ser Invisível, tão aclamado pelo público (e pela crítica). Confesso que estava com uma preguiça horrível de assistir, porém, assisti. E sinceramente, queria ter tido a decência de ver esse filme maravilhoso no cinema.
As Vantagens de ser Invisível, dirigido por Stephen Chbosky (uma adaptação de seu próprio livro de mesmo nome, lançado em 1999). O drama, que se passa em Pittsburgh, conta a trajetória pelo primeiro ano do Ensino Médio de um adolescente de quinze anos chamado Charlie (Logan Lerman). Um jovem depressivo, introspectivo e com tendências suicidas, abalado pelo suicídio de seu único e melhor amigo e pela morte da sua tia em um acidente trágico, que conhece Patrick (Ezra Miller) e Sam (Emma Watson), dois veteranos da escola que o aceitam como amigo.

Geralmente, filmes com essa fórmula costumam ser clichês (como aquelas historinhas cara-rico-menina-pobre-que-se-apaixonam), comuns e às vezes até idiotas. Porém, As Vantagens de ser Invisível é uma exceção à "regra". Seu roteiro e seu jeito indie são um misto de diversão, inteligência e emoções, tanto boas como ruins, o que torna a obra genial.

Primeiramente, é importante ressaltar que a presença do autor do livro como diretor e produtor executivo do filme foi um fator decisivo no aprofundamento dos personagens, que por sua vez são extremamente interessantes, além de ter tornado a obra extremamente pessoal, como é possível notar pela narrativa sensível e emocional.

Logan Lerman (o Percy Jackson) interpretou Charlie e o fez de um modo muito convincente, retratando realmente um personagem, e narrador, que está em uma situação emocional crítica e precisa sair dela. Ezra Miller (de Precisamos Falar Sobre o Kevin) interpretou Patrick e conseguiu passar com certa clareza que seu personagem era alegre externamente, porém sempre triste internamente por "n" motivos. Para finalizar, a querida Emma Watson (de Harry Potter, mas é claro que você já sabe) sendo a Sam. Linda, impressionante, natural, com uma presença intensa. Uma ótima atriz que não ficou presa ao seu papel mais famoso e conseguiu um sotaque americano tão perfeito que nem os americanos conseguem ter.

Além do trio de atores principais, temos a Mae Whitman, Melanie Lynskey, Nina Dobrev, Paul Rudd, Dylan McDermott, Kate Walsh e outros coadjuvantes.

A fotografia do filme, dirigida por Andrew Dunn, e a trilha sonora score, composta por Michael Brook, são honráveis. Mas o que mais chama atenção e é motivo para bater palmas de pé, é a outra parte da trilha sonora, a seleção de músicas cheia de rock alternativo, indie, post e new wave. Bandas como The Smiths, Sonic Youth, David Bowie, Cracker, The Innocence Mission, New Order, entre outras.

As Vantagens de Ser Invisível tem um final surpreendente e que mostra a essência dos personagens aos espectadores. Não importa se você é criança, adolescente, adulto, velho, homem ou mulher. Provavelmente todos conseguem se encaixar e se identificar com alguma situação. Duro e sensível ao mesmo tempo, esse é o tipo de filme que você torce pra que todas as pessoas que você conhece amem também.

Essa cena final é linda demais (não assista o vídeo se você não tiver visto o filme, caso contrário, isso acabará com a sua vida):


We are infinite.
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